Lilypie Kids birthday Ticker Lilypie Kids Birthday tickers
Ser mãe: O papel da minha vida
Domingo, 22 de Junho de 2008
Um menino brilhante
O Gustavo está este mês em casa com o pai.
Está a crescer, está um menino. Já não é um bebé. É o meu menino!
Vai buscar os livros que gosta, abre na página que quer e aponta. Depois chama: mamã! Para eu lhe ir dizendo os nomes das coisas. E para lhe perguntar por tudo - já sabe tudo!
Cada vez imita mais animais. Sabe todos. Adora.

Saio à rua com os dois e as atenções todas se viram para ele. As pessoas metem-se com ele. Ele ri, diz adeus, brinca. Brilha! Brilha cada vez mais e ofusca a Matilde - que se ressente. Como todas as irmãs mais velhas ela está agora a sentir a fase de estrelato do mano. Tudo o que ele faz tem graça, tudo é elogiado.

E ela para compensar faz mais disparates e birras e exigimos mais dela e por isso zangamo-nos mais com ela...

... mas também a compenso demais... e faço vontades demais... e acho que mimo demais... (se é que isso existe!)


publicado por Motherblog às 21:48
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Fazes-me infeliz
Dia de semana. Jantar em casa da madrinha. Muita brincadeira com os primos. Às 22 horas é hora de voltar para casa:
- Vamos embora Matilde. Calça os sapatos e dá beijinhos.
Cara de má, amuada. Não quer ir. Nunca lhe chega. É igual a mim... e eu sei que custa... Birra. Choro.
Entramos no carro. Já chora! Porque queria ver o "Mix masters" (?). Expliquei com calma que era tarde, no dia seguinte havia escola e era hora de ir para casa dormir e descansar para recuperar forças e ficar boa de vez para depois poder ir de férias.
- Mas eu queria ver o Mix Masters. Era só isso! - chora e grita.

E a seguir inicia um discurso que me fez chorar:

- Eu sou feliz. E estava feliz a brincar com o Rodrigo e a ver o Panda. Mas depois vens tu e dizes que temos de ir embora. E zangas-te comigo e fazes-me chorar porque não me deixas ver o Mix Masters.
E fazes-me infeliz!
Eu queria ser feliz mas tu chegas e deixas-me infeliz!!! (e chora, chora, chora). E assim eu fico com dor de cabeça e depois não durmo e não como e vou ficar mais doente. E a culpa é tua. Tu e o pai fazem-me infeliz quando eu estou feliz a brincar. (chora ela, choro eu, ao volante de regresso a casa a reunir ideias, palavras para explicar com calma...)

E fico a pensar... que idade tem a minha filha?


publicado por Motherblog às 09:35
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
Matilde doente
Muita febre. Semana e meia. Brufen, benuron, antibiótico.
Garganta, possível princípio de pneumonia.
O coração muito pequenino... a dor dela é a minha, o choro dela é o meu.
Era bom poder ser eu a sofrer por ela...
... sempre.


publicado por Motherblog às 16:38
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Um bisavô com 99 anos
O meu avô António fez hoje 99 anos!

E reuniu, uma vez mais, a família para os celebrar.
3 dos 4 filhos e respectivas mulheres.
9 dos 11 netos e respectivos.
15 dos 19 bisnetos - alguns já com 18 anos!
E 2 trinetos!!!
E mais as primas e afins...

Cerca de 50 pessoas à volta dele, que o amam, que se orgulham da pessoa que é.

Eu amo o meu avô, como se fosse meu pai. Igualmente. O orgulho que tenho nele, os valores que me ensinou, a pessoa correcta que sempre foi e o AMIGO que sempre encontrei nele fazem do meu avô uma das poucas pessoas que marcaram a minha vida e que formaram a minha personalidade. Eu sei que sou uma pessoa melhor porque o tive e tenho na minha vida!

E sei que ele concretizou o sonho da sua vida: ter filhos e criá-los com amor. Foi ele quem mo disse. Tenho com ele conversas sobre tudo. A cada conversa aprendo e cresço.
Sou a neta que passa mais tempo com ele, mas mesmo assim é pouco.

Os meus filhos têm um bisavô com 99 anos! E, se Deus quiser, daqui a um ano terão um com 100. Se Deus quiser...


publicado por Motherblog às 17:01
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Birras e conversas de crescidos
Hoje tive uma conversa muito séria com a Matilde.
Não sei se é feitio, se é da idade ou mimo, mas a minha filha faz birras constantes. Ou porque não quer isto, ou porque não era assim, era assado, ou não quer esta roupa, não quer comer agora, quer fazer isto e aquilo, quer ajuda a a fazer aqueloutro, tem sono, quer chuchas, não tem sono, quer ir a algum lado antes de ir para casa, afinal já não quer, quer mas tem de ser da seguinte maneira, quer a música dela, quer ver o filme mas tem de ser no computador, não quer que o mano mexa ali, etc, etc, etc.
Vou com ela a qualquer lado e tenho sempre birras. Ou seja, pede para irmos a casa da bivó e depois faz birra porque quer ficar, faz birra porque não quer alguma coisa... e birras, senhoras birras! Grita, chora, esperneia. E apanha! Claro que as pessoas que estamos a visitar se sentem mal... e lá vou tentando desculpar: é o sono, está cansada...
Então hoje de manhã começou com birra porque queria ficar no quarto com o pai e com o mano a ver tv - eles levantam-se mais tarde. Depois birra porque queria vestir saia, depois porque não queria aquela t-shirt nova, queria ir só de camisola interior, depois porque não quis beber o leite mas tambem não quis comer nada.
Falei com calma e expliquei-lhe a sorte que ela tem porque lhe damos quase tudo aquilo que quer (ou que podemos), permitimos que faça uma série de coisas que outros meninos não podem, tem os brinquedos que quer, as revistas das winx, as fitas, laços e bandeletes. Todos os fins-de-semana fazemos programas especiais. Tentei mostrar que nos esforçamos para lhe que seja feliz. E disse-lhe que se ela não optar por uma postura sem birras e de menina mais crescida que a vou começar a tratar como uma bebé. Deixamos de ir ao cinema e de ir brincar a casa das pessoas e deixa de ter os brinquedos que quer e ver os desenhos animados que quer e à hora que quer, etc, etc.
Espero que tenha percebido pelo menos parte da mensagem.
Eu sei que grande parte da culpa é minha, que a mimo muito. Mas ela tem idade para compreender que não é com birras que consegue o que quer. Aliás, sempre que faz uma birra, nunca lhe faço a vontade. Nunca.
Já lhe expliquei que tem de ser mais inteligente e que se quer que eu faça as vontades dela ela tem de me conseguir convencer - e com birras sabe que não consegue. Disse-lhe uma coisa que não devia: "- Se queres que as pessoas façam aquilo que queres, tens de ser mais inteligente que elas e pensar em como é que as vais conseguir convencer." Isto com o intuito de ela perceber que o comportamento não deverá ser o de fazer birras constantes...
Enfim, desabafos de mãe cansada de birras!!!


publicado por Motherblog às 09:26
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 1 de Junho de 2008
Como tudo aconteceu - Parte 1 (Matilde)
Hoje é dia da criança e a Matilde faz 4 anos e meio.

Quando a Matilde nasceu, eu percebi que só depois de ser mãe poderia sentir um amor assim.
A minha filha apareceu à frente de tudo e de todos. Não foi instantâneo. Não foi quando ma puseram nos braços depois de 18 horas de trabalho de parto - sozinha no hospital (o pai foi trabalhar porque o médico disse que seria muito mais demorado. Chegou 1.30 h depois dela ter nascido). Depois dela nascer senti-me cansada, aliviada por estar tudo bem, mas muito sozinha e assustada. VERDADEIRAMENTE ASSUSTADA. Quando regressei a casa, no dia em que fazia 25 anos, ela chorava muito. E eu também. Não sabia o que lhe havia de fazer. O pai assumiu o papel de pai e mãe (nunca tinha pegado num bebé, nem trocado uma fralda...) Ele estava verdadeiramente feliz - como eu me devia sentir. Mas eu estava com medo. E chorava. Acho que só ao terceiro dia - depois de conseguir dormir - é que consegui olhar para a minha bebé sem sentir medo. Nos dias anteriores tratava dela, banhos, comida, o que era preciso, mas só o que era preciso. E depois fugia. Depois, aos poucos, acho que acalmei. E então, a cada minuto, o meu amor foi crescendo. Crescendo. Crescendo. CRESCENDO. Até já não caber no peito. Até me fazer chorar de felicidade, de amor.
E, ainda, a cada minuto, a cada momento o meu amor por ela continua a crescer. A Matilde é a minha menina. A minha filha. A minha filha. Quem me ensinou a ser mãe, quem me tornou quem sou. Quem me mostrou que a minha vida só faz sentido porque quando acordo sei que a minha menina existe. (Às vezes tenho pena de perder a paciência, de não conseguir lidar com mais calma com as birras que me faz, de não ter mais vontade de brincar com ela, de não lhe contar mais histórias, de não passar mais tempo com ela.)
Ela faz com que eu queira ser uma pessoa melhor. Para que ela seja também uma pessoa melhor. Amo-a como nunca pensei poder ser possível amar.

Estávamos casados há apenas 6 meses quando achámos que estava na altura de termos um bebé. Logo no primeiro mês, em cima da Ponte 25 de Abril a fazer a mini-maratona de Lisboa, Março de 2003, com uma tontura, soube que estava grávida. Fiz o teste sozinha em casa e esperei pelo pai. A certa altura ele deitou a cabeça no meu colo e eu disse-lhe: - Estás em cima do nosso bebé.
Planos, incertezas, nomes (Alexandre ou Matilde). Quase com a certeza de que seria um Alexandre. Eu queria muito que fosse rapaz! Queria ter um Hugo pequenino. Perpetuar a pessoa que ele é com um menino. Como se fosse um presente meu para ele. E ele, apesar de dizer que tanto lhe fazia, também queria um rapaz.
No dia da eco dos 5 meses o médico disse, como se já soubessemos, que a menina estava bem. Nem eu nem ele dissemos nada. Só depois de estarmos na rua tentámos, mal, disfarçar "o desapontamento". Lembro-me bem que a única pessoa com quem falei que ficou verdadeiramente em delírio foi a Patrícia (agora madrinha dela e que tem 2 rapazes). Claro que passada uma hora já só pensava nas roupas de menina, nos brinquedos, na companhia que ia ser quando crescesse, na amiga que ia ganhar. Escolhido o nome já não conseguíamos imaginar como é que tínhamos tido preferência por um rapaz. A sorte que era ter uma menina.
Que é como continuamos hoje a sentir: a sorte que tivemos em ter uma menina, a nossa Matilde.

Matilde, minha menina ainda criança, amo-te tanto. tanto... Feliz dia da criança.


publicado por Motherblog às 23:02
link do post | comentar | favorito
|

Como tudo aconteceu - Parte 2 (Gustavo)
Com 21 meses, feliz dia da criança meu bebé!

Tomada a decisão de deixar tudo para trás e rumar aos Açores, o teste positivo trouxe um medo e uma incerteza que nunca tinha sentido. Era dia 28 de Dezembro. O pai tinha planeado um fim de ano não sabia onde. Pensei em fazer surpresa e contar nessa noite. Pedi-lhe uma passagem de ano calma, para descansar.
Dia 31 de Dez acordámos às 5 horas da manhã e fomos de carro (3 horas) até ao aeroporto, onde o avião nos levou a Stansted e um combóio demorou mais 2 horas a chegar a Londres. 8 horas de viagem para passar uma noite... Mas ele não sabia e não percebia porque estava eu tão nervosa e cansada.
Então, ao jantar ofereci-lhe o presente de Natal dele (nós trocamos os nossos presentes de Natal só na noite de fim de ano): um pacotinho com umas meias Timberland bem pequeninas. Ele chorou. De felicidade. Ficou tão feliz!
Desta vez queríamos outra menina! Sem dúvida. Outra menina dos nossos olhos. Era a Mafalda. Nem conseguíamos imaginar o que seria ter um rapaz estarola que só soubesse atirar coisas e fazer disparates! Nem pensar.
E então o médico disse: - Está a ver isto aqui? É a pilinha. E eu comecei a soluçar, a chorar sem controlo. Fiquei tão feliz, tão orgulhosa. Um menino. Um menino da mamã! Um menino! O meu Gustavinho.
E tudo foi tão diferente. Pouco mais de duas horas no hospital e o médico nem teve tempo de calçar a segunda luva porque ela estava cheio de pressa em nascer. E era lindo! Lindo o meu bebé. Não consegui tirar os olhos daquele bebé. E passei a primeira noite a pensar em como ele era lindo e a cantar a música do Ruca: Eu sou um rapazinho, embora pequenino, tenho muito tino, eu sou o Guga... Foi uma paixão tal que passava o tempo a dizer que o adorava e que ele era lindo. Enquanto o amamentava, fazia-lhe festinhas na cara e depois deixava-o dormir no meu colo, e sorrir, e suspirar. E babava. Como era possível ter uma coisa tão fofinha assim? Acho que lhe dei mais colo na primeira semana do que à Matilde no primeiro mês! Não conseguia largar o meu bebé.
Quando ele estava na minha barriga pensei que nunca sentiria por ele o amor que tinha pela minha pequenina.
Com o passar do tempo percebi que quanto mais tempo estamos com eles, mais nos apaixonamos. Quando estou com ele ao colo, quando me dá a cara para um beijo, quando se derrete a rir com cócegas, quando revira os olhos a fazer gracinhas, quando imita a vaca e o macaco, quando me abraça, quando acalma o choro ao meu colo e só me quer a mim, percebo que este menino é o meu amor. Porque se foi ela que me ensinou a sentir o amor e a ser mãe, foi ele que me ensinou que esse amor se multiplica e nos enche ainda mais.

Gustavo, bebé da mãe, amo-te tanto e cada vez mais.


publicado por Motherblog às 22:52
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Dezembro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


posts recentes

Matilde 11 anos

Gustavo - 8 anos

2014

A minha cama tem mel

Cheirinho a Verão

Aniversário do pai

Brincadeiras no carro

A Primavera chegou

Um ano no colégio novo

Passagem de ano

arquivos

Dezembro 2014

Novembro 2014

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

Janeiro 2004

Dezembro 2003

blogs SAPO
subscrever feeds