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Ser mãe: O papel da minha vida
Domingo, 1 de Junho de 2008
Como tudo aconteceu - Parte 1 (Matilde)
Hoje é dia da criança e a Matilde faz 4 anos e meio.

Quando a Matilde nasceu, eu percebi que só depois de ser mãe poderia sentir um amor assim.
A minha filha apareceu à frente de tudo e de todos. Não foi instantâneo. Não foi quando ma puseram nos braços depois de 18 horas de trabalho de parto - sozinha no hospital (o pai foi trabalhar porque o médico disse que seria muito mais demorado. Chegou 1.30 h depois dela ter nascido). Depois dela nascer senti-me cansada, aliviada por estar tudo bem, mas muito sozinha e assustada. VERDADEIRAMENTE ASSUSTADA. Quando regressei a casa, no dia em que fazia 25 anos, ela chorava muito. E eu também. Não sabia o que lhe havia de fazer. O pai assumiu o papel de pai e mãe (nunca tinha pegado num bebé, nem trocado uma fralda...) Ele estava verdadeiramente feliz - como eu me devia sentir. Mas eu estava com medo. E chorava. Acho que só ao terceiro dia - depois de conseguir dormir - é que consegui olhar para a minha bebé sem sentir medo. Nos dias anteriores tratava dela, banhos, comida, o que era preciso, mas só o que era preciso. E depois fugia. Depois, aos poucos, acho que acalmei. E então, a cada minuto, o meu amor foi crescendo. Crescendo. Crescendo. CRESCENDO. Até já não caber no peito. Até me fazer chorar de felicidade, de amor.
E, ainda, a cada minuto, a cada momento o meu amor por ela continua a crescer. A Matilde é a minha menina. A minha filha. A minha filha. Quem me ensinou a ser mãe, quem me tornou quem sou. Quem me mostrou que a minha vida só faz sentido porque quando acordo sei que a minha menina existe. (Às vezes tenho pena de perder a paciência, de não conseguir lidar com mais calma com as birras que me faz, de não ter mais vontade de brincar com ela, de não lhe contar mais histórias, de não passar mais tempo com ela.)
Ela faz com que eu queira ser uma pessoa melhor. Para que ela seja também uma pessoa melhor. Amo-a como nunca pensei poder ser possível amar.

Estávamos casados há apenas 6 meses quando achámos que estava na altura de termos um bebé. Logo no primeiro mês, em cima da Ponte 25 de Abril a fazer a mini-maratona de Lisboa, Março de 2003, com uma tontura, soube que estava grávida. Fiz o teste sozinha em casa e esperei pelo pai. A certa altura ele deitou a cabeça no meu colo e eu disse-lhe: - Estás em cima do nosso bebé.
Planos, incertezas, nomes (Alexandre ou Matilde). Quase com a certeza de que seria um Alexandre. Eu queria muito que fosse rapaz! Queria ter um Hugo pequenino. Perpetuar a pessoa que ele é com um menino. Como se fosse um presente meu para ele. E ele, apesar de dizer que tanto lhe fazia, também queria um rapaz.
No dia da eco dos 5 meses o médico disse, como se já soubessemos, que a menina estava bem. Nem eu nem ele dissemos nada. Só depois de estarmos na rua tentámos, mal, disfarçar "o desapontamento". Lembro-me bem que a única pessoa com quem falei que ficou verdadeiramente em delírio foi a Patrícia (agora madrinha dela e que tem 2 rapazes). Claro que passada uma hora já só pensava nas roupas de menina, nos brinquedos, na companhia que ia ser quando crescesse, na amiga que ia ganhar. Escolhido o nome já não conseguíamos imaginar como é que tínhamos tido preferência por um rapaz. A sorte que era ter uma menina.
Que é como continuamos hoje a sentir: a sorte que tivemos em ter uma menina, a nossa Matilde.

Matilde, minha menina ainda criança, amo-te tanto. tanto... Feliz dia da criança.


publicado por Motherblog às 23:02
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